Introdução
Ainda te lembras do que te apaixonou pela primeira vez por uma rede social? Talvez tenha sido reencontrar alguém que já não vias há anos, descobrir pessoas com os mesmos gostos ou sentir que fazias parte de uma verdadeira comunidade.
As redes sociais tornaram-se uma parte central das nossas vidas e trouxeram-nos coisas extraordinárias. Mas também falharam profundamente na forma como decidiram medir aquilo que merece atenção. Comentários, reações e tempo de visualização passaram a valer mais do que utilidade, talento, criatividade ou impacto real.
As pessoas não são necessariamente mais negativas do que antes. Os incentivos é que mudaram. Quando a indignação gera mais comentários, o conflito cria pertença imediata e a controvérsia oferece um caminho rápido para a visibilidade, as plataformas acabam naturalmente por produzir mais ruído. Muitas vezes, é mais fácil crescer provocando os outros do que ajudando-os.
Nós vimos de uma era da Internet em que o próprio conceito significava partilha. A era dos fóruns, das comunidades construídas por paixão e das pessoas que criavam informação apenas porque sabiam que esta poderia ser útil para alguém. Dos tempos do IRC, onde as pessoas conheciam primeiro ideias, humor, curiosidade e interesses - e só depois tudo o resto.
Existe muito de positivo na Internet moderna. Mas aquilo que está errado tornou-se impossível de ignorar. O que antes era navegação transformou-se em interrupção. São pop-ups antes de percebermos o que um serviço faz, ofertas que competem constantemente pela nossa atenção e experiências desenhadas para nos manter presos, mesmo quando já deixaram de nos fazer bem.
Compreendemos que os projetos precisam de gerar receita e que as empresas precisam de ser sustentáveis. O Soccial também precisa. Mas acreditamos que trocar sistematicamente a harmonia, a confiança e o bem-estar das pessoas por mais alguns minutos de atenção ou por mais lucro é uma traição aos próprios utilizadores.
Isto pode parecer o discurso idealista de quem ainda não conhece o mundo real dos negócios. Mas o Soccial não começou como uma estratégia para enriquecer ou conquistar fama. Começou como um projeto de vida. Qualquer sucesso económico terá de ser consequência do valor que conseguimos criar para as pessoas - nunca o contrário. Essa é a nossa promessa.
